A Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) vai patrocinar o Prémio Literário Fernando Namora, substituindo a Sociedade Estoril Sol como entidade instituidora. No dia 6 de novembro a INCM vai assinar um protocolo de colaboração com as entidades que compõem o júri do prémio, presidido por Guilherme d’Oliveira Martins, na Biblioteca da Imprensa Nacional. Nesse protocolo será definida a forma como a INCM e o júri se irão articular, atualizando o regulamento do concurso.
Na cerimónia na Biblioteca da Imprensa Nacional será formalizado o período de candidaturas para o prémio de 2026, que decorre entre 2 e 23 de novembro. O objetivo da INCM é minimizar o atraso com que esta 29.ª edição vai ser lançada e criar condições para que a obra vencedora de 2026 possa ser anunciada no início do próximo ano, dando espaço para lançar o concurso do prémio de 2027 meses mais tarde. O Prémio Literário INCM Fernando Namora manterá o valor pecuniário de 15 mil euros da sua versão anterior e visará distinguir uma obra de ficção (romance ou novela), escrita em língua portuguesa por autor português e editada, pela primeira vez, em 2025.
“Ao viabilizar a continuação do Prémio Literário Fernando Namora, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda acrescenta mais um compromisso à sua missão centenária de valorizar a língua e a cultura portuguesas”, afirma Nuno Sampaio, presidente do Conselho de Administração da INCM. “Valorizar os escritores e divulgar e dar destaque às suas melhores obras pretende, não só fazer justiça ao seu talento, mas também estimular hábitos de leitura nas gerações mais novas e promover a Lusofonia como plataforma cultural particularmente rica e inspiradora.”
Presidido no passado por Agustina Bessa-Luís, o júri do prémio, para além de Guilherme d’Oliveira Martins, em representação do Centro Nacional de Cultura, integra atualmente José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, José Manuel Cortês, pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, e Ana Paula Laborinho e José Carlos de Vasconcelos.
“A Imprensa Nacional-Casa da Moeda não podia ficar indiferente ao desaparecimento de um prémio literário com esta importância e este prestígio. A nossa missão cultural não se esgota na preservação e divulgação do vasto património literário português: passa também pelo incentivo à criação contemporânea, pela promoção de novos autores e pela valorização da literatura que hoje se escreve”, afirma Afonso Reis Cabral, administrador executivo da INCM. “É com esse espírito que nos associamos a este prémio, cuja continuidade queremos assegurar. Contamos anunciar o vencedor da edição de 2026, a primeira a contar com o apoio da INCM, no início de janeiro de 2027, durante a apresentação do nosso Plano Cultural para esse ano”.
Recorde-se que a última edição do Prémio Literário Fernando Namora se realizou em 2025 e distinguiu o romance Livro da Doença, de Djaimilia Pereira de Almeida, que aborda a violência colonial em Angola e o racismo em Portugal. Criado em 1987 e atribuído pela primeira vez em 1989, o prémio tem como objetivo distinguir em cada ano a melhor obra de ficção, romance ou novela, de autor português. Ao longo de 28 edições, agraciou escritores como Lídia Jorge, António Lobo Antunes, Teolinda Gersão, João de Melo, Maria Isabel Barreno, João Tordo, Urbano Tavares Rodrigues, Mário de Carvalho, Afonso Cruz, José Eduardo Agualusa, Mário Cláudio, Gonçalo M. Tavares ou Manuel Alegre.



