No dia 31 de outubro, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés, em Lisboa, foi apresentado o livro Daimon. Poesia Reunida 1996-2026, de António Carlos Cortez. A obra, que reúne 12 livros e 30 anos de criação poética do autor, integra a Plural, coleção dedicada exclusivamente à poesia em língua portuguesa da Imprensa Nacional, chancela editorial da INCM.
A sessão contou com a presença do autor, da escritora Lídia Jorge, que apresentou a obra, de Jorge Reis-Sá, coordenador da coleção Plural, de Rita Martins da Silva, em representação do El Corte Inglés, e de Nuno Sampaio, presidente do Conselho de Administração da INCM, que reafirmou o compromisso da INCM com a promoção da cultura, da literatura e da poesia, reforçando o papel da Imprensa Nacional na preservação, valorização e difusão do património literário da língua portuguesa.
Durante a apresentação da obra, Lídia Jorge realçou que «António Carlos Cortez revela a incapacidade de separar o que escreve e o que pensa. É o critico e o ensaísta que pensa o poeta. Não é só poeta, também faz da poesia um espaço de hermenêutica, ao escrever sobre a linguagem como um objeto».
António Carlos Cortez partilhou também algumas reflexões sobre o seu percurso poético e a razão que o leva a escrever: «escrevo para defender a minha solidão da ira do mundo deste tempo tenebroso que vivemos. Escrevo porque me lembro de tudo».
Durante a sessão, tempo ainda para a leitura de vários poemas desta antologia que reúne trinta anos de poesia de António Carlos Cortez, «o lugar onde a linguagem se sonha, ganha consciência de si — uma arte da memória», nas palavras de Luís Quintais.



