De 11 a 13 de novembro, a Casa da Moeda acolhe a exposição «Memórias de Ouro e Folha de Coca», organizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e Artesanato da Colômbia, que percorrerá nove capitais europeias este outono.
Esta exposição, patente, das 9h às 18h, no átrio das oficinas da Casa da Moeda, em Lisboa, exibe 60 réplicas de peças da coleção Quimbaya, composta por artefactos em ouro da cultura indígena Quimbaya, e a pintura “Divina Planta” da artista Tatiana Arocha, reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho interdisciplinar sobre ecologia, memória e território.
Articulando, numa única narrativa, expressões da arte ancestral e contemporânea, a mostra propõe uma reflexão sobre dois elementos sagrados para culturas ancestrais e que foram redefinidos durante a era colonial: o ouro, convertido em butim imperial, e a folha de coca, criminalizada e deslocada dos seus usos rituais, medicinais e culturais.
A relação entre o ouro e a folha de coca no território colombiano não é acidental; é estrutural, espiritual e política. Ambos os elementos — o metal e a planta — foram e continuam a ser símbolos de poder, de mediação com o sagrado, de equilíbrio territorial e de estrutura comunitária para numerosos povos indígenas do país.




