A cerimónia de entrega de prémios da 5.ª edição do Prémio Jornalismo de Excelência Vicente Jorge Silva da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) decorreu ontem, no Clube de Jornalistas, em Lisboa, sendo os grandes vencedores os jornalistas Raquel Moleiro, Joana Pereira Bastos, Tiago Miranda e Rúben Tiago Pereira, pelo seu trabalho publicado no jornal Expresso, Mitra, o depósito de miseráveis.
No seu discurso de agradecimento os autores explicaram que esta reportagem nasceu da «(…) vontade de olhar para um lugar que o país durante muito tempo preferiu não ver», reforçando que o papel do jornalista é ser «(…) um guardião da memória, alguém que descobre histórias esquecidas ou que nunca tinham sido contadas e que as torna públicas, dando luz ao que se quis manter invisível (…)».
Não menos relevantes foram também o trabalho de investigação de Cristina Margato e José Pedro Castanheira, O Camaleão (publicado no jornal Expresso), e a reportagem de Joana Gorjão Henriques, Joana Bougard e José Cavalheiro, Anatomia de uma detenção pela PSP (publicada no jornal Público), aos quais o júri decidiu atribuir duas menções honrosas pela sua qualidade.
Na mesa desta cerimónia estiveram presentes Maria Flor Pedroso, Presidente do Clube de Jornalistas, Duarte Azinheira, Administrador Executivo da INCM e Nicolau Santos, Presidente do Júri do prémio, tendo ainda havido ao longo do evento alguns momentos de leitura de excertos do autor que dá nome ao prémio, lidos por Paulo Campos Reis.
Na 5.ª edição do prémio foram submetidos a concurso um total de 43 trabalhos dos mais variados géneros (reportagem, análise, investigação), assinados por 63 jornalistas de mais de duas dezenas de órgãos de comunicação social.
O Prémio Jornalismo de Excelência Vicente Jorge Silva da INCM procura distinguir trabalhos que reforcem os diferentes estilos da imprensa escrita e que contribuam para uma sociedade mais informada, atribuindo ao vencedor uma bolsa de investigação jornalística no valor de 5000 euros.




