Pormenor da fachada do edifício da Imprensa Nacional
Pormenor da fachada do edifício da Imprensa Nacional

Edifício da Imprensa Nacional em vias de classificação como monumento de interesse público

22 de novembro de 2012

O edifício da Imprensa Nacional está em vias de ser classificado como monumento de interesse público, conforme proposto pela Direção-Geral do Património Cultural à Secretaria de Estado da Cultura no projeto de decisão publicado no Diário da República, II Série, de 19 de novembro.

O atual edifício da Imprensa Nacional foi construído no espaço anteriormente ocupado pelo palácio quinhentista de D. Fernando Soares de Noronha, no sítio da Cotovia, o qual, pouco afetado pelo terramoto de 1755 e possuindo as dimensões e estrutura adequadas, havia sido adaptado para a instalação da Impressão Régia em 1769.

Mais tarde, em 1895, por ser considerado inadequado para as necessidades de um estabelecimento fabril em contínuo desenvolvimento, o velho edifício começou a ser demolido para dar lugar ao atual, uma obra projetada pelo arquiteto Domingos Parente da Silva, que é também autor do edifício dos Paços do Concelho, sede do município de Lisboa, entre outros projetos.

Entretanto, o projeto original da Imprensa Nacional veio a sofrer alterações realizadas pelos engenheiros Vítor Gomes Encarnação, Veiga da Cunha e António Luís Ramos, responsáveis pela construção das diversas alas do edifício, e as obras, que por várias vezes foram interrompidas, ficaram concluídas por volta de 1913, deixando definido um conjunto arquitetónico que ainda hoje se mantém.

Este compõe-se estruturalmente por quatro grandes corpos interligados por escadas, corredores cobertos e galerias, encontrando-se os dois centrais – de maiores dimensões – unidos pelo anexo que se levantou entre eles, destacando-se a fachada principal, que apresenta grandes janelas e possui um portal encimado por um frontão circular, evidenciando em termos estéticos uma interpretação da arquitetura pombalina.

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