A Imprensa Nacional–Casa da Moeda (INCM), apresentou, no dia 29 de abril, na Biblioteca da Imprensa Nacional, os principais conjuntos de iniciativas para 2026, onde se inclui o Plano Editorial, o Plano Numismático e muitas outras iniciativas culturais, que dão continuidade a uma das suas missões primordiais: promover a cultura e a língua portuguesas.
Dora Moita, presidente do concelho de administração, Duarte Azinheira, administrador executivo do concelho de administração, Cláudio Garrudo, diretor da Unidade de Edição e Cultura da Imprensa Nacional e Rita Assis, responsável do Plano Numismático, tomaram da palavra para apresentar as novidades de 2026.
Quanto ao Plano editorial, são cerca de 70 novas edições que irão juntar-se aos mais de 2.000 títulos ativos do catálogo da Imprensa Nacional, a chancela editorial da INCM, que inclui mais de 150 títulos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura, bem como mais de 500 livros digitais e 14 audiolivros disponibilizados ao público de forma totalmente gratuita.
O grande destaque editorial deste ano vai para as publicações que se unem às comemorações de Luís de Camões, numa parceira profícua com a Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões: Obras Anotadas de Luís de Camões (Lírica, Épica, Teatro e Cartas), com coordenação de José Cardoso Bernardes e Zulmira Santos; uma edição crítica e anotada de Os Lusíadas, sob a coordenação de José Carlos Seabra Pereira, Arnaldo do Espírito Santo e Telmo Verdelho; uma Edição Crítica da Lirica e Épica, em coedição com o Centre International d’Études Portugaises de Genève, com coordenação de Rita Marnoto, Maurizio Perugi e Barbara Spaggiari; uma edição bilíngue português / chinês com tradução de Zhang Weimin, em coedição com o IPOR – Instituto Português do Oriente e ainda um ensaio de Telmo Verdelho intitulado Sobre a Primeira Edição de Os Lusíadas.
Outra novidade, desta feita na Coleção Obras Completas, é a publicação dos trabalhos de Fernando Gil com coordenação de Maria Filomena Molder, Adelino Cardoso e Manuel Silvério Marques, e de Aníbal Cavaco Silva – Obra Científica e Académica, com coordenação de António Araújo.
As coleções dedicadas a José Augusto-França, Manuel Teixeira Gomes, Maria Ondina Braga, Maria Isabel Barreno e Vitorino Nemésio conhecerão também novos títulos em 2026. Também as Edições Críticas de Almeida Garrett, Eça de Queirós e Camilo Castelo Branco voltam a somar novos títulos este ano.
Na coleção O Essencial Sobre, numa abordagem sucinta e abrangente de temas e personalidades da nossa cultura, vão surgir títulos dedicados a Luiz Pacheco, Alexandre O’Neill, Lídia Jorge, José Cardoso Pires e Gastão Cruz.
A coleção de ensaios Olhares, terá este ano dois novos volumes: Rafaela Cardeal da Silva traz-nos Uma Lição de Poesia: João Cabral de Melo Neto e Portugal e Godinho de Erédia, na Série A Viagem, Declaração de Malaca.
Também a Coleção Comunidades Portuguesas, editada em parceria com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, nos leva para paisagens por vezes familiares, por vezes distantes: Portugal 1974-1976: a Revolução dos Cravos Vista Pela Diplomacia Francesa, de José Carlos Janela Antunes, e Crónicas Californianas, de João Bendito, são algumas das novidades.
No âmbito da poesia destacamos as coleções Itálica, com obras de Anna Maria Carpi de Giovanni Verga, e Plural, com títulos de António Carlos Cortez e Fernando Guedes. Da Série Letrapoema, da coleção de poesia Plural, teremos ainda Cada Lugar Meu, de Mafalda Veiga.
Nas Artes, temos títulos de várias disciplinas, como a fotografia, com dois novos números da Coleção Ph. dedicados às fotógrafas São Trindade e Júlia Ventura; a Arte Bruta, com a Coleção Alta para Ensaio, editada em colaboração com o Manicómio, dedicado a Filipe Cerqueira; o design, com a Coleção D, dedicada a Armando Alves; a joalharia contemporânea com a Coleção J, dedicada a Alexandra Serpa Pimentel ou a nova Coleção M, dedicada à publicidade de marcas portuguesas no séc. XX, começando pelas Marcas de Conserva de Peixe.
Dedicado aos públicos Infantojuvenis, destacamos a Coleção Grandes Vidas Portuguesas, editada em parceria com o Pato Lógico, que já conta com mais de 40 volumes e que, para além de apresentar este ano, Carlos Paredes e Paula Rego aos mais jovens, inicia uma nova série dedicada aos Presidentes da República Portuguesa, com a vida de Manuel Teixeira Gomes. Para os leitores mais pequenos, destacamos ainda a publicação de um título de Maria João Freitas (texto) e Jorge Margarido (ilustração), dedicado ao Terramoto de Lisboa de 1755, e outro de Isabel Zambujal (texto), Amargoo (ilustração) dedicado ao pintor Almada Negreiros, integrado na Coleção Arte Nossa.
Das edições especiais ou comemorativas, destacamos as relações de parceria e cooperação estabelecidas com as mais diversas entidades, como os 50 Anos do Diário da República, os 30 anos do Prémio Nacional de Ilustração, em colaboração com a DGLAB ou ao 100 Anos de Variedades, em colaboração com o Teatro de Variedades. Com o Museu de Arte Antiga e o Museu de Arte Popular, editamos dois catálogos 1884–2024. Museu Nacional de Arte Antiga, e Um Cento de Cestos, respetivamente.
Serão ainda publicados os 6 autores vencedores dos Prémios Literários INCM que visam autores de língua Portuguesa da Diáspora, de Cabo-Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe, e Angola. Claudino Henriques Veiga, Jeremias Sebastião, Manuel e Nathalie Melo (texto e ilustração), Orlando Piedade e Rafaela Cardeal da Silva, verão as suas obras premiadas publicadas durante 2026.
Já no que diz respeito ao Plano Numismático 2026, e às moedas de coleção, 2026 afirma-se como um ano de continuidade e, sobretudo, de afirmação internacional da numismática portuguesa, onde tradição e inovação se cruzam.
Composto por 14 moedas comemorativas (12 de coleção e 2 correntes), o Plano Numismático para 2026 dá relevo a acontecimentos, figuras e elementos marcantes da cultura portuguesa e universal.
Entre as novidades, destaca-se a «Moeda Emblemática de Portugal», da autoria da escultora Baiba Šime, a primeira moeda-bandeira (flagship coin) do país. Será embaixadora da iconografia nacional no mercado numismático internacional e terá, a partir deste ano, emissões anuais, refletindo a evolução histórica do brasão português.
Destaque também para a moeda que evoca o «Berlinde», desenhada por Henrique Cayatte e integrada na série «Jogos de Infância», uma moeda inovadora que incorpora tecnologia 3D, valorizando o relevo das esferas e a textura da face.
Entre as efemérides, serão cunhadas moedas de coleção evocativas dos 50 Anos da Constituição de 1976, também desenhada por Baiba Šime, dos 50 Anos do 25 de Novembro, da autoria de Carolina Ladeira, e dos 150 Anos da Caixa Geral de Depósitos, da autoria de Hugo Maciel e dos 40 anos da Adesão de Portugal à União Europeia.
A história e o património estarão também em evidência nas moedas alusivas ao Aqueduto das Águas Livres (XIV Série Ibero-Americana), da autoria do gravador Nuno Caetano, ao Farol da Ponta do Albarnaz (série Faróis de Portugal), pela mão do escultor José João de Brito, e à moeda «Português» de D. Manuel I, numa reinterpretação contemporânea do designer Jorge Silva da moeda portuguesa com maior circulação mundial.
A segunda moeda da série «Artistas Plásticos Portugueses Contemporâneos», da autoria de Teresa Milheiro, será dedicada ao pintor Amadeo de Souza-Cardoso e, por sua vez, a série «Desenhar a Moeda» prosseguirá com uma moeda alusiva à «Multiculturalidade», criada a partir do desenho da jovem Melissa Garcia, vencedora da 5.ª edição do concurso, promovido junto das escolas do ensino básico do município de Faro.
O desporto também estará presente entre as moedas de 2026, com uma moeda da autoria de Nuno Martins dedicada ao Campeonato Mundial de Futebol FIFA, que terá lugar no Canadá, Estados Unidos e México entre 11 de junho e 19 de julho deste ano.
Quanto às moedas correntes comemorativas, com valor facial de 2 euros, a Casa da Moeda apresentará uma moeda que celebra os 100 anos da organização mundial de voluntariado Rotary Internacional em Portugal, com face nacional da autoria do escultor João Duarte, e uma moeda que assinala os 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, com desenho de Pedro Carvalho.
No plano das atividades culturais a INCM, através da Imprensa Nacional, continua a impor-se como um espaço de abertura, fomento de divulgação da arte, património e cultura portuguesas, quer através dos espaços como a Galeria de Arte Imprensa Nacional e a Biblioteca, onde são promovidas exposições, recitais e ciclos de conferências, para além das apresentações regulares de livros, quer através dos Prémios e Bolsas literárias, fomento e apoio à investigação. Destaque já para o mês de maio o Ciclo de conversas com Gonçalo M. Tavares e, ao longo de todo o ano, os recitais de poesia com os Artistas Unidos.
O Museu da Casa da Moeda, enquanto espaço museológico digital tem também desempenhado um papel relevante no âmbito da preservação e promoção do património numismático, e no âmbito dos serviços educativos.




