{"id":77130,"date":"2025-12-15T09:59:41","date_gmt":"2025-12-15T09:59:41","guid":{"rendered":"https:\/\/incm.pt\/site\/?p=77130"},"modified":"2025-12-15T09:59:41","modified_gmt":"2025-12-15T09:59:41","slug":"eusebio-sanjane-e-o-vencedor-da-9-a-edicao-do-premio-imprensa-nacional-eugenio-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/incm.pt\/site\/eusebio-sanjane-e-o-vencedor-da-9-a-edicao-do-premio-imprensa-nacional-eugenio-lisboa\/","title":{"rendered":"Eus\u00e9bio Sanjane \u00e9 o vencedor da 9.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio Imprensa Nacional\/Eug\u00e9nio Lisboa"},"content":{"rendered":"<p>O mo\u00e7ambicano Eus\u00e9bio Sanjane, que concorreu sob o pseud\u00f3nimo Madlhaia Nhoca, \u00e9 o autor do texto in\u00e9dito <em>As 12 Caixas do Imp\u00e9rio<\/em>, distinguido pelo j\u00fari da 9.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/imprensanacional.pt\/premios-literarios\/premio-imprensa-eugenio-lisboa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pr\u00e9mio Imprensa Nacional\/Eug\u00e9nio Lisboa<\/a>.<\/p>\n<p>De acordo com o <a href=\"https:\/\/imprensanacional.pt\/premio-in-el-juri\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">j\u00fari<\/a>, composto por Luc\u00edlio Manjate (Presidente), Sara Jona e Paula Mendes, a obra <em>As 12 Caixas do Imp\u00e9rio<\/em> \u00abdestaca-se pela atualidade da intriga, situada entre Londres, Lisboa e Maputo. Trata-se de um digno representante da fic\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, assente na Hist\u00f3ria recente e atual de Mo\u00e7ambique e Portugal. Entre as tr\u00eas cidades, o romance explora, de forma corajosa, o tema da restitui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica a partir da descoberta de arquivos dos crimes cometidos pela PIDE\/DGS em Mo\u00e7ambique, os quais se encontram guardados na Torre do Tombo, em Lisboa\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abPara al\u00e9m do seu cunho realista e da sua atualidade, <em>As 12 Caixas do Imp\u00e9rio<\/em> destaca-se ainda pela narra\u00e7\u00e3o fluida, alicer\u00e7ada numa linguagem po\u00e9tica aguda, penetrante, e na t\u00e9cnica do suspense, expedientes que colaboram para a cria\u00e7\u00e3o da atmosfera dram\u00e1tica e de mist\u00e9rio que envolve a hist\u00f3ria e promete prender o leitor\u00bb, conforme pode ler-se na delibera\u00e7\u00e3o do j\u00fari, que assim justifica a atribui\u00e7\u00e3o do galard\u00e3o ao autor.<\/p>\n<p>Eus\u00e9bio Sanjane, natural do hist\u00f3rico Bairro de Chamanculo, em Maputo, \u00e9 polit\u00f3logo formado pela Universidade Eduardo Mondlane e mestre em Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica de Recursos Humanos pela Universidade Polit\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Na literatura, estreou-se, em 2006, com a publica\u00e7\u00e3o da obra <em>Rosas e L\u00e1grimas<\/em>. Em 2017, publicou <em>Frenesim: Poesia em P\u00e9tala de Lume<\/em> e, em 2025, <em>Anatomia do Vazio<\/em> e <em>Arquivo Morto \u2013 As cartas de uma guerra que n\u00e3o acabou<\/em>, consolidando uma escrita que se move entre o surrealismo \u00edntimo e a inquieta\u00e7\u00e3o existencial.<\/p>\n<p>Membro da Associa\u00e7\u00e3o Mo\u00e7ambicana de Escritores (AEMO), Eus\u00e9bio Sanjane foi distinguido com diversos reconhecimentos liter\u00e1rios, com destaque para o pr\u00e9mio \u201cEspecial Jovem Il Convivio&#8221; pela\u00a0<em>Accademia Internazional Il Convivio<\/em>\u00a0da\u00a0Sic\u00edlia,\u00a0It\u00e1lia, al\u00e9m de ter sido eleito \u201cMelhor Escritor do Ano\u201d pela revista TVZINE, em 2005.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da poesia e prosa, escreve cr\u00f3nicas, contos e textos de interven\u00e7\u00e3o social. Os seus textos encontram-se publicados em jornais mo\u00e7ambicanos e em antologias e revistas liter\u00e1rias pelo mundo. Atua ainda em outras \u00e1reas art\u00edsticas e culturais, como museologia e curadoria de arte.<\/p>\n<p>O j\u00fari deliberou, ainda, atribuir uma men\u00e7\u00e3o honrosa ao original <em>Nhatua: o sapatear de um buraco do terceiro mundo<\/em>, da autoria do mo\u00e7ambicano Pedro Mucheu. justificando tratar-se \u00abde uma alegoria com tra\u00e7os dist\u00f3picos e kafkianos da realidade social e pol\u00edtica mo\u00e7ambicana e, metaforicamente, africana\u00bb.<\/p>\n<p>O Pr\u00e9mio Imprensa Nacional\/Eug\u00e9nio Lisboa, que visa selecionar trabalhos in\u00e9ditos de grande qualidade no dom\u00ednio da prosa, incentivando desta forma a l\u00edngua portuguesa e a cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria mo\u00e7ambicana, foi criado, em 2017, pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), numa parceria com o Cam\u00f5es \u2013 Centro Cultural Portugu\u00eas em Maputo. Al\u00e9m de uma componente pecuni\u00e1ria, no valor de 5 mil euros, o Pr\u00e9mio contempla a publica\u00e7\u00e3o da obra vencedora sob a chancela da Imprensa Nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mo\u00e7ambicano Eus\u00e9bio Sanjane, que concorreu sob o pseud\u00f3nimo Madlhaia Nhoca, \u00e9 o autor do texto in\u00e9dito As 12 Caixas do Imp\u00e9rio, distinguido pelo j\u00fari da 9.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio Imprensa Nacional\/Eug\u00e9nio Lisboa. 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