{"id":20082,"date":"2023-12-06T14:01:09","date_gmt":"2023-12-06T14:01:09","guid":{"rendered":"https:\/\/incm.pt\/site\/?p=20082"},"modified":"2023-12-06T14:01:09","modified_gmt":"2023-12-06T14:01:09","slug":"fatima-taquidir-e-a-vencedora-do-premio-imprensa-nacional-eugenio-lisboa-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/incm.pt\/site\/fatima-taquidir-e-a-vencedora-do-premio-imprensa-nacional-eugenio-lisboa-2023\/","title":{"rendered":"F\u00e1tima Taquidir \u00e9 a vencedora do Pr\u00e9mio Imprensa Nacional\/Eug\u00e9nio Lisboa 2023"},"content":{"rendered":"<p>F\u00e1tima Taquidir, que concorreu sob o pseud\u00f3nimo de Gaiaguango, \u00e9 a vencedora da edi\u00e7\u00e3o de 2023 do Pr\u00e9mio Imprensa Nacional\/Eug\u00e9nio Lisboa, pelo seu trabalho <em>Disrup\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>Constitu\u00eddo por Luc\u00edlio Manjate (Mo\u00e7ambique), na qualidade de Presidente,\u00a0 Sara Laisse (Mo\u00e7ambique) e Paula Mendes (Portugal), o j\u00fari deliberou atribuir o pr\u00e9mio a <em>Disrup\u00e7\u00e3o<\/em>, de F\u00e1tima Taquidir, por considerar que este trabalho constitui \u00abuma ousada e agrad\u00e1vel combina\u00e7\u00e3o entre o romance hist\u00f3rico e psicol\u00f3gico, que explora tanto o paradoxo como a s\u00edntese de paisagens e culturas, servindo-se a autora da descri\u00e7\u00e3o como expediente t\u00e9cnico de assinal\u00e1vel alcance imag\u00e9tico e simb\u00f3lico, aliada a uma investiga\u00e7\u00e3o documental cuidada.\u00bb<\/p>\n<p><em>Disrup\u00e7\u00e3o<\/em> explora, de forma consistente e cativante, o cen\u00e1rio da guerra civil em Angola, pano de fundo usado pela autora para representar todo um mundo conturbado, universalizado pelo desenvolvimento da trama por diversos outros espa\u00e7os: Portugal, Brasil e Cuba, onde la\u00e7os familiares e sociais est\u00e3o em constante rutura.<\/p>\n<p>O J\u00fari deliberou, ainda, atribuir duas men\u00e7\u00f5es honrosas aos originais <em>Dem\u00f3nios na terra dos anjos<\/em>, de Geremias Mendoso (1996, residente em Nampula), assinado pelo pseud\u00f3nimo Maria de F\u00e1tima Jos\u00e9, e <em>As patas de elefante do meu pai<\/em>, de Gon\u00e7alo Cardoso (1988, residente em Maputo), assinado pelo pseud\u00f3nimo Moze.<\/p>\n<p>O Pr\u00e9mio Imprensa Nacional\/Eug\u00e9nio Lisboa contempla a edi\u00e7\u00e3o da obra vencedora, bem como a atribui\u00e7\u00e3o do valor monet\u00e1rio de 5000 \u20ac (cinco mil euros) ao(\u00e0) vencedor(a).<\/p>\n<p>Concorreram \u00e0 edi\u00e7\u00e3o deste ano do Pr\u00e9mio um total de 42 textos.<\/p>\n<p>O Pr\u00e9mio Imprensa Nacional\/Eug\u00e9nio Lisboa foi criado em 2017, numa parceria com o Cam\u00f5es \u2013 Centro Cultural Portugu\u00eas em Maputo, pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, dando corpo \u00e0 sua miss\u00e3o de promo\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o da l\u00edngua portuguesa, e visa selecionar trabalhos in\u00e9ditos de grande qualidade no dom\u00ednio da prosa liter\u00e1ria. Al\u00e9m da componente pecuni\u00e1ria, contempla ainda publica\u00e7\u00e3o das obras distinguidas em cada edi\u00e7\u00e3o, incentivando desta forma a cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria mo\u00e7ambicana. F\u00e1tima Taquidir dever\u00e1 ver assim o seu trabalho publicado j\u00e1 no pr\u00f3ximo ano pela editora p\u00fablica portuguesa.<\/p>\n<p>F\u00e1tima Issufo Camal Taquidir (Inhambane, 1958) estudou e viveu em Inhambane at\u00e9 aos 16 anos, momento em que se muda para Maputo e completa os estudos na Escola Comercial. Trabalhou na \u00e1rea comercial da empresa Zuid Indatec. Viveu na cidade da Beira durante 5 anos, onde trabalhou na Sena Sugar, como secret\u00e1ria do gabinete da comiss\u00e3o administrativa. De regresso a Maputo trabalhou no departamento de contabilidade da Ecoproco e numa organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental. M\u00e3e de tr\u00eas filhos e av\u00f3 de tr\u00eas netos, ficou vi\u00fava muito cedo. Em 2002, emigrou para Portugal, onde reside desde ent\u00e3o e tem trabalhado em diversas \u00e1reas, desde a hotelaria e restaura\u00e7\u00e3o aos correios. Sem obra publicada, e nunca tendo pisado solo angolano, este livro \u00e9 pura fic\u00e7\u00e3o e foi surgindo das hist\u00f3rias romanceadas, contadas por pessoas que por l\u00e1 passaram, e que agora lhe s\u00e3o pr\u00f3ximas. A atribui\u00e7\u00e3o deste pr\u00e9mio, aos 65 anos de idade, foi, para a autora, \u00abcompletamente inesperada\u00bb, mas certamente ir\u00e1 estimular o seu entusiasmo para \u00abcontinuar a alinhavar as palavras que possam constituir alguma outra est\u00f3ria\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1tima Taquidir, que concorreu sob o pseud\u00f3nimo de Gaiaguango, \u00e9 a vencedora da edi\u00e7\u00e3o de 2023 do Pr\u00e9mio Imprensa Nacional\/Eug\u00e9nio Lisboa, pelo seu trabalho Disrup\u00e7\u00e3o. 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