Em dois meses foram feiitas mais 150 mil descargas de ediçoes gratuitas
Em dois meses foram feiitas mais 150 mil descargas de ediçoes gratuitas

Imprensa Nacional em papel e digital

14 de maio de 2020

Ao longo dos últimos meses a Imprensa Nacional partilhou quase uma centena de títulos no seu sítio da internet e o saldo é já um número elevadíssimo de visitas e descargas, cerca de 150 mil descargas em dois meses.

Num tempo em que o acesso à cultura ficou condicionado pelas medidas de isolamento social, a missão da Imprensa Nacional de divulgar a memória e o património comuns e de promover a língua e a cultura portuguesas ganha uma relevância ainda maior. Se as pessoas estão impedidas de chegar até à cultura, então a Imprensa Nacional tem o dever acrescido de levar a cultura até às pessoas.

No início do ano, a Imprensa Nacional anunciou, no momento da apresentação do seu Plano Editorial, que 2020 seria o ano em que a editora pública empreenderia o maior esforço da sua história no caminho da desmaterialização e de uma oferta diferenciada de conteúdos.

Na altura, anunciámos cerca de 40 edições que incluíam livros eletrónicos, uma nova coleção de audiolivros de autores clássicos portugueses com disponibilização gratuita e um novo sítio na internet com conteúdos próprios e exclusivos totalmente orientados para a literatura e cultura portuguesas, bem como para a história desta instituição.

No começo de março, confrontada com a evolução da pandemia da COVID-19 e com o consequente encerramento de livrarias e de escolas, e também com grande parte dos leitores em isolamento social, a Imprensa Nacional entendeu que o cumprimento da sua missão de serviço público (no fundo a missão de estar ao serviço da cultura, das artes e da educação) deveria passar pela antecipação da disponibilização em formato PDF de muitos dos seus títulos. O acesso a estas leituras, previsto para mais tarde, é já possível de forma inteiramente gratuita e partilhável.

Esta campanha, denominada «Livros para a Quarentena», foi dinâmica, muito escrutinada, e bem aceite pelos leitores da Imprensa Nacional, os novos e os de sempre. Foi partilhada por variadíssimos parceiros editoriais, também eles operadores públicos, que, desde o primeiro instante e sucessivamente, se foram juntando à Imprensa Nacional nesta missão. É o caso do Museu Nacional de Arqueologia e do Museu Nacional Arte Antiga, e também do Teatro Tivoli e do Teatro Nacional D. Maria II.

O exemplo destes meses deu à Imprensa Nacional a certeza de que o caminho que temos para percorrer a seguir passa necessariamente pelo reforço do catálogo digital e pela aposta na desmaterialização. Desta forma, a campanha continuará após o período de quarentena, com mais conteúdos e uma presença firme e segura nos suportes digitais.

Alguns desses títulos em formato eletrónico (e-books) continuarão a ser disponibilizados gratuitamente; e outros, compreensivelmente, continuarão a ser vendidos nas plataformas de comércio eletrónico habituais, em formato e-pub, compatível com vários dispositivos digitais.

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